
Você já ouviu alguém falar que, quando uma pessoa tem saúde, tem tudo? No entanto, é preciso olhar para a vida de uma forma completa. Porque devagar se vai aprendendo que há muito mais entre a doença e a saúde do que vislumbra nossa vã filosofia. “Numa visão integral, a saúde envolve estar bem físico e psiquicamente. Pois, na verdade, tudo é uma coisa só”, reflete o psicólogo e coordenador do curso de Psicologia da PUC-SP, Hélio Roberto Deliberador.
Se o equilíbrio entre mente e corpo é o alicerce da saúde, muitos cuidados os envolvem. A alimentação, o uso do corpo para atividades, a entrega aos momentos prazerosos, os relacionamentos pessoais, a maneira de encarar a vida, os exercícios intelectuais, a postura emocional, tudo tem alguma participação no conjunto de fatores que atuam sobre o bem-estar, a disposição, a energia e o bom funcionamento da existência.
O que é possível mudarQuando se fala em saúde, uma das primeiras coisas que se pode pensar é no seu contraponto mais direto: a doença. E, para que se instale uma disfunção, alguns fatores exercem influência. Segundo explica o médico cardiologista da Unifesp, Silvio Reggi, os fatores de risco podem ser subdivididos em modificáveis e em não-modificáveis.
Entre os não-modificáveis, estão: o envelhecimento, pois, à medida que passam os anos de vida, aumentam riscos; o sexo, tendo, por exemplo, maior incidência de problemas cardíacos entre os homens e de osteoporose entre as mulheres; e os fatores genéticos.
Já entre os riscos modificáveis, sobre os quais se pode intervir para diminuir ou mesmo suprimir, estão, por exemplo, o sedentarismo e o tabagismo.
Reggi também cita os fatores intermediários, que sofrem influência de fatores não-modificáveis, como a herança genética, e de fatores modificáveis, como o meio ambiente que atua sobre o organismo. Assim, em casos de problemas com colesterol, diabetes ou hipertensão, abolindo o sedentarismo e adotando uma dieta adequada, diminui- se a incidência envolvendo tais problemas. Mas não é só isso, pois, conforme explica o cardiologista, pode haver também um aspecto da constituição genética que atue junto.
Coloque a teoria na práticaAlgumas das práticas de vida que contribuem para a saúde já são bem conhecidas pela maioria das pessoas. Mesmo assim, os hábitos continuam sendo grandes resistências para quem quer mudar sua condição física e mental.
Quem não sabe que carnes gordurosas e frituras fazem mal à saúde, enquanto uma maçã e uma colherada de aveia fazem bem? Mas, na hora de comer, quais são as escolhas? “Vamos pensar que o homem é uma máquina e toda máquina precisa de combustível e outros componentes para funcionar perfeitamente. Se não colocamos combustível adulterado no carro, por que fazemos isso com nosso corpo?”, provoca a nutricionista e professora da Faculdade de Medicina da Unesp, Silvia Papini-Berto.
O caso da alimentação é emblemático de como tantas vezes deixamos de lado as opções de vida mais saudáveis. Por isso, não custa atentar para algumas orientações físicas e psíquicas a fim de construir uma saúde integralmente forte.
Especialistas de diversas áreas nos ajudaram a compor 10 dicas para melhorar a saúde com práticas simples e desafiadoras
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